Mundo
Tragédia na Suíça. Apenas uma portuguesa estará entre as vítimas do incêndio
O Ministério dos Negócios Estrangeiros acabou de confirmar à RTP que houve um lapso das autoridades suíças e que a portuguesa de 40 anos apontada como ferida deste incêndio não foi afinal vítima desta tragédia.
(em atualização)
A meio da tarde o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmava a existência de uma mulher de nacionalidade portuguesa entre os feridos no incêndio num bar da Suíça na passagem de ano, apontando ainda a possibilidade de uma outra portuguesa dada como desaparecida na zona da estância.
Na verdade, o MNE acaba de admitir um lapso das autoridades suíças: a mulher que deu entrada no hospital sofreu um acidente em casa coincidindo a sua entrada na unidade com a dos feridos do incêndio do bar que ardeu numa festa de fim de ano.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, confirmava à RTP haver “uma portuguesa ferida” hospitalizada e uma outra “está desaparecida”.
Quanto a esta cidadã desaparecida, o secretário de Estado garantiu que "os serviços consulares estão a fazer vários contactos", não havendo ainda nenhuma informação. A portuguesa foi dada desaparecida após os serviços governamentais terem criado uma linha de contactos para familiares ou amigos poderem sinalizar alegados desaparecidos e os serviços poderem rastrear os casos.
As vítimas do incêndio que deflagrou num bar na Suíça, na noite de passagem de ano, estão, muitas delas, "irreconhecíveis", o que levou à necessidade de criar linhas para identificar desaparecidos.
"Foi-nos sinalizado o desaparecimento desta pessoa. Pode ou não ter a ver. É uma probabilidade. Temos de aguardar", acrescentou o secretário de Estado, adiantando que não se sabe se esta cidadã estava na estância de ski ou em outro sítio.
Entretanto, o presidente da República manifestou solidariedade para com as "famílias de vítimas portuguesas da tragédia na Suíça".
"Perante o conhecimento da existência de uma compatriota ferida e a possível ocorrência da morte de outra compatriota, o Presidente da República manifesta a sua solidariedade às suas famílias neste momento tão difícil", refere a nota publicada no site da Presidência.
"Perante o conhecimento da existência de uma compatriota ferida e a possível ocorrência da morte de outra compatriota, o Presidente da República manifesta a sua solidariedade às suas famílias neste momento tão difícil", refere a nota publicada no site da Presidência.
O chefe da polícia do Valais, Frédéric Gisler, avançou esta sexta-feira que já foram identificados 113 dos 119 feridos no incêndio no bar Constellation, na estância de esqui suíça de Crans-Montana.
O bar da estância de ski de Crans-Montana, devastado pelo incêndio na véspera de Ano Novo, tinha sido inspecionado "três vezes em dez anos" e "tudo foi feito de acordo com as normas", declarou o proprietário e gerente à imprensa suíça."Faremos tudo o que pudermos para ajudar na investigação", disse o dono do bar Le Constellation, Jacques Moretti, ao 20Minutes.ch.
Entre os feridos identificados até ao momento estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, assim como um cidadão de Portugal, um da Bósnia, um da Bélgica, um do Luxemburgo e um da Polónia.
Frédéric Gisler adiantou ainda que o número de mortos, até ao momento, se mantém em 40 e que está em curso a identificação dos mesmos.
As autoridades continuam em busca de desaparecidos.
Incêndio aparentemente causado por engenhos pirotécnicos
A procuradora-geral de Valais, Beatrice Pilloud, avançou esta tarde que o incêndio parece ter começado com dispositivos pirotécnicos “colocados em garrafas de champanhe que foram aproximadas do teto”.
“Tudo nos leva a acreditar que o incêndio foi causado por velas de faíscas ou dispositivos pirotécnicos que foram colocados em garrafas de champanhe que se aproximaram muito do teto”, explicou.
“A partir daí, o incêndio alastrou-se muito rapidamente”, adiantou, acrescentando que as autoridades analisaram vários vídeos, entrevistaram diversas pessoas e elaboraram relatórios.
A procuradora-geral de Valais, Beatrice Pilloud, avançou esta tarde que o incêndio parece ter começado com dispositivos pirotécnicos “colocados em garrafas de champanhe que foram aproximadas do teto”.
“Tudo nos leva a acreditar que o incêndio foi causado por velas de faíscas ou dispositivos pirotécnicos que foram colocados em garrafas de champanhe que se aproximaram muito do teto”, explicou.
“A partir daí, o incêndio alastrou-se muito rapidamente”, adiantou, acrescentando que as autoridades analisaram vários vídeos, entrevistaram diversas pessoas e elaboraram relatórios.
A responsável adiantou que os próximos passos da investigação irão centrar-se “no trabalho realizado no interior do bar, nos materiais utilizados, nas licenças de funcionamento e nas medidas de segurança”, nomeadamente extintores, saídas de emergência e recursos para combater incêndios.
Será também investigado se o número de pessoas no local estava dentro do limite de pessoas que o bar estava autorizado a receber.
Será também investigado se o número de pessoas no local estava dentro do limite de pessoas que o bar estava autorizado a receber.